terça-feira, 2 de outubro de 2012

Evento discute a produção sustentável de Palma.


Fonte: Proforest


A produção da palma tem grande potencial de crescimento no estado do Pará e pode proporcionar benefícios econômicos importantes. Existe também a intenção do governo e empresas de que essa expansão ocorra de forma ordenada e sustentável. Porém, o conhecimento técnico é escasso na região.

Por esse motivo, Imazon e Proforest Initiative, juntamente com o Programa Municípios Verdes do Governo do Pará promoverão a Semana Técnica da Palma Sustentável, com treinamento e oficinas sobre produção sustentável de palma para produtores, autoridades governamentais e organizações da sociedade civil na região do Pará. O evento está sendo apoiado pelo Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola), RAS (Rede de Agricultura Sustentável), RSPO (Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável) e HCV.

O objetivo será gerar insumos para orientar a criação de um plano de ação para conscientização e capacitação sobre palma sustentável que proporcionará treinamento e apoio técnico contínuo para a produção sustentável na região. A semana começará com uma sessão aberta, na tarde do dia 22 de outubro, contextualizando a palma no Pará e no mundo, assim como na visão do governo e dos demais setores.

Contexto

Há interesse crescente na produção da palma no Brasil. Embora a superfície atualmente cultivada represente menos de 150.000 hectares, essa área plantada tem crescido rapidamente e há previsão de atingir 1 milhão de hectares até 2020. O Zoneamento Agroecológico realizado pela Embrapa identificou 31.8 milhões de hectares de terras aptas para o cultivo da palma no Brasil, mais do que o dobro da área mundial cultivada com a palma.

A produção da palma pode representar grandes oportunidades econômicas para a Amazônia se realizada de maneira sustentável. A palma é a oleaginosa com rendimento mais elevado e sua demanda mundial tem previsão de crescimento de mais de 65% até 2020 (Mielke, 2011). A produção pode fortalecer a agricultura familiar e tem alto potencial para geração de empregos formais. Por outro lado, a produção da palma tem sido duramente criticada por ONGs internacionais por promover desmatamentos no sudeste Asiático e ampliar conflitos sociais. Uma expansão descontrolada da palma na Amazônia pode gerar aumento do desmatamento, perda de biodiversidade, degradação do solo e da água, concentração fundiária e aumento de conflitos. Para evitar estes impactos negativos, é necessário assegurar que a produção se efetue de forma sustentável (por exemplo, o plantio só deve ocorrer em áreas já desmatadas no passado), respeitando o meio ambiente e as comunidades locais.

As certificações de sustentabilidade são ferramentas práticas, internacionalmente reconhecidas, para a produção sustentável da palma. Os princípios e critérios da Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável (RSPO), por exemplo, incluem regras sobre conformidade com a legislação, boas práticas agrícolas, viabilidade econômica, responsabilidade ambiental e social, desenvolvimento responsável de novas plantações e cadeia de fornecimento. No entanto, existe pouca informação e capacidade de aplicação de normas de sustentabilidade entre os produtores, ONGs e instituições governamentais no Estado do Pará. É necessário promover a conscientização das partes interessadas sobre boas práticas socioambientais na produção da palma e sobre padrões de sustentabilidade, como a RSPO.

Agenda preliminar

22 de outubro – Sessão aberta
14.00 – 16.00

Boas-vindas e apresentação dos objetivos da Semana
Painel de abertura:
Óleo de palma no contexto paraense: uma visão do governo
Palma no Brasil e no mundo

Intervalo
16.30 – 18.30

Painel: Sustentabilidade na produção de Palma
Debate e perguntas do público
Encerramento e agradecimentos


Refrescos e socialização


Local: Belém (PA)

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