terça-feira, 25 de junho de 2013

Grupo de Trabalho criado para desenvolver os Indicadores Genéricos Internacionais do FSC® se reuniu em Madri


O Imaflora, representado por seu gerente de certificação florestal, Leonardo Sobral, participou do terceiro encontro do Grupo de Trabalho dos Indicadores Genéricos Internacionais do FSC® (IGI WG), realizado em Madri, Espanha.

O Grupo de Trabalho é composto por seis membros do FSC e é acompanhado por especialistas técnicos, sendo seis representantes de cada região onde o sistema atua e dois profissionais das certificadoras. O Imaflora foi um dos selecionados para levar a realidade e as necessidades do Brasil para as discussões do grupo.

O encontro aconteceu em junho com o objetivo de começar a analisar os comentários recebidos durante a primeira consulta pública dos IGI. O grupo também trabalhou para chegar a um acordo sobre os próximos passos para a segunda versão.

A reunião destacou a importância do processo de construção dos IGI e de consulta pública. Um dos participantes descreveu o processo de IGI como "o passo mais significativo para a implementação do manejo florestal responsável, desde o estabelecimento do FSC e da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD) em 1992". Isso enfatiza a importância do engajamento com as partes interessadas - um dos pilares do processo de IGI. 

Leonardo Sobral comenta que os empreendimentos certificados FSC no Brasil podem contribuir significativamente com esse processo e devem se engajar para que a realidade brasileira seja considerada internacionalmente. Ele também enfatiza que o Imaflora está a disposição para receber comentários ou esclarecer quaisquer dúvidas sobre esse processo. 

Dada a quantidade sem precedentes de respostas gerada pela consulta, o Grupo de Trabalho IGI tomou algumas decisões sobre a estrutura da próxima versão e está planejando os próximos passos do processo. Isto inclui a comunicação oportuna com as partes interessadas para que as mesmas tenham tempo para se preparar para a próxima versão, e para assegurar a participação ativa de todas as regiões e câmaras.

O Grupo IGI também transmitiu a seguinte mensagem para as partes interessadas: "Muito obrigado a todos os envolvidos! Recebemos comentários do mundo todo durante a consulta pública de 60 dias sobre a primeira versão dos IGIs. Esses comentários foram extremamente importantes para a primeira fase do processo" (Confira aqui o resumo dos retornos recebidos). 

Richard Robertson, gerente de projeto do FSC para o Processo de IGI, acrescentou: "Nós, o grupo IGI, somos incrivelmente gratos pelo feedback construtivo que recebemos de tantas partes interessadas sobre as questões que identificamos em nossa primeira versão". Richard continuou: "Tendo analisado o feedback, estamos agora dando passos significativos para formular uma segunda versão muito melhor para vocês. Como sempre, presenciar a abordagem do FSC baseada na participação de múltiplas partes interessadas em ação e em tão grande escala é algo extraordinário."

Abordando os principais problemas
Após analisar o feedback, o Grupo IGI desenvolveu um processo para responder sistematicamente a esses retornos. Medidas imediatas que serão tomadas incluem a simplificação da linguagem utilizada e a redução do número de indicadores, sempre que possível (por exemplo, redundâncias, duplicações, etc.). O grupo também irá revisar os indicadores com foco em desempenho para reduzir a carga sobre o sistema imposta pelos indicadores de processo. Além disso - e conforme prometido na primeira versão dos IGI - o Grupo IGI formulou uma metodologia para abordar Escala, Intensidade e Risco e está atualmente testando a mesma.

Fonte: Adaptado do texto publicado pelo FSC Brasil (http://br.fsc.org/newsroom.261.82.htm)

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