segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OS VALORES DA FLORESTA



No dicionário a palavra valor tem diversos significados, desde o pagamento de algo por meio de bens, serviços ou dinheiro, passando por valentia, coragem, utilidade e préstimo, chegando à qualidade que confere a um objeto material a natureza de bem econômico.
 
Há 3 anos, o Imaflora denominou um conjunto de ações na Amazônia brasileira de Florestas de Valor  para destacar as riquezas da sociobiodiversidade que coexistem nas grandes florestas protegidas do Norte do país, um país tão grande que mal consegue compreender sua diversidade e seu potencial. Era preciso mobilizar, ouvir, apoiar a organização de comunidades para se planejar um futuro, um tempo de mais valor para tudo e todos.

Se já sabemos que as florestas têm seu valor, o que imaginar das pessoas que nela vivem e tiram seu sustento, além de prover com matéria-prima as indústrias e os mercados. Por isso, o Florestas de Valor se preocupou em fazer brilhar não apenas o valor do trabalho de extrativistas, quilombolas, indígenas e agricultores, mas suas qualidades físicas, intelectuais e morais, que fazem desses homens e mulheres corajosos. 

Neste período 3400 pessoas foram envolvidas diretamente no projeto em treinamentos em boas práticas de manejo, ações de agregação de valor aos produtos do extrativismo, sensibilização sobre consumo consciente de produtos florestais, geração de renda, sistemas sustentáveis de produção, organização comunitária, entre outros temas. Cerca de 500 famílias foram beneficia das diretamente com aumento de renda e melhorias na qualidade de vida. O que ajudou a conservar 40 milhões de hectares de áreas públicas protegidas. O maior aprendizado do processo foi o exercício do diálogo, que fomentou parcerias comerciais éticas entre empresas e produtores, além de colocar do mesmo lado todos os envolvidos nas cadeias produtivas. 

Ao completar duas décadas de existência, o Imaflora fecha o primeiro ciclo do Floresta de Valor comemorando as conquistas concretas e claras e também as experiências e o amadurecimento no percurso dos projetos. “Eles (extrativistas, agricultores e quilombolas) tinham expectativas e trabalhamos para viabilizá-las, foi um amadurecimento muito grande para a equipe e ampliação de sua expertise”, relata Eduardo Trevisan Gonçalves, secretário-executivo-adjunto do Imaflora.

E a missão em prol das florestas, do comércio ético, do bem-estar e desenvolvimento das comunidades não acabou como acabam os filmes, com ou sem final feliz. Ao contrário, cada experiência acumulada confirmou que o Imaflora está no caminho certo, por isso, também inspirou os próximos dez anos de seu plano estratégico.

 O Imaflora acredita na conciliação entre conservação da biodiversidade, fornecimento de bens e serviços am bientais de forma sustentável com garantias para as populações locais das áreas protegidas públicas da Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento sustentável dos municípios onde estão localizados. E que tudo isso, vai ajudar a acabar com a pobreza e a exclusão dos agri cultores familiares e extrativistas, fundamentais para a conservação da Amazônia.




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