quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Comunidades quilombolas de Oriximiná iniciam a venda de produtos locais para a alimentação escolar na Calha Norte

Pela primeira vez, os produtos do agro extrativismo das comunidades quilombolas vão chegar ao prato dos alunos das escolas da rede municipal de Oriximiná, na Calha Norte, Pará. O cardápio, até então, baseado em produtos industrializados, distantes da cozinha regional e dos hábitos culturais dos quilombolas, ganhará jerimum, macaxeira, banana e farinha de mandioca, entre outros alimentos, cultivados nas roças locais.

Esse começo de mudança é resultado do acordo recém-assinado entre os comunitários e a Prefeitura do município, para fornecimento da merenda para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Além do ganho nutricional na alimentação dos estudantes e do resgate dos hábitos culinários tradicionais, a inserção das comunidades no Programa para a geração de renda das famílias, a partir de atividades que dialogam para com a floresta em pé e com o modo de vida tradicional quilombola.

Os primeiros passos para essa conquista foram dados em 2011, como parte da estratégia de atuação do IMAFLORA nas Unidades de Conservação, em parceria com a Associação das Comunidades  Remanescentes de Quilombo do Município de Oriximiná, Cooperativa Mista Extrativista dos Quilombos de Oriximiná e com a Kirwane, ONG sediada em Oriximiná.

O fortalecimento dos agricultores familiares e dos povos da floresta, que guardam as entradas dos 22 milhões de hectares de mata tropical é, no entender do IMAFLORA, um dos pilares mais importantes na luta contra o desmatamento. Dessa perspectiva, quatro unidades de beneficiamento de alimentos estão sendo construídas em Oriximiná, com o objetivo de agregar valor aos produtos e consolidar a participação dos quilombolas no mercado institucional com atividades que aliam práticas agrícolas e florestais responsáveis, geração de renda e conservação  dos recursos naturais.









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