quarta-feira, 30 de março de 2011

Prêmio em torneio triplica valor da saca de café


O primeiro lugar conquistado na Terceira Prova de Cafés Certificados Imaflora/Rainforest Alliance rendeu à Fazenda Queiroz de Moraes Cia do Café, de Bragança Paulista, uma valorização do seu produto três vezes superior ao preço praticado no mercado no dia do fechamento do contrato.
Enquanto a saca do café arábica foi comercializada a R$ 450,00, o produto com a mesma especificação, originário da fazenda certificada foi comercializado a R$ 1.500,00 a saca. Rodrigo Anunciato, gerente comercial do empreendimento afirma que a qualidade aliada à certificação foram responsáveis pelo bom desempenho comercial do produto. A Queiroz de Moraes foi certificada em 2010 e participou da disputa pela primeira vez.

A boa colocação no torneio também rendeu dividendos à Fazenda Recanto, em Machado, Minas Gerais. Terceira colocada na Terceira Prova de Cafés Certificados Imaflora/Rainforest Alliance vendeu seu produto com prêmio de 15% sobre o valor comercializado em Nova York. “A participação no concurso nos permitiu mostrar a qualidade da nossa bebida”, disse Maria Selma Magalhães Paiva, proprietária da fazenda e representante da quarta geração da família de produtores de café. Com 150 hectares para a produção do grão, planeja expandir em 10% ou 15% a área plantada esse ano.

Nos dois casos, os grãos foram importados por Joel Shuler, um dos jurados da prova, membro da Specialty Coffee Association of America e proprietário da Casa Brasil Coffees, em Austin, no Texas. Ele explica porque paga mais pelo café certificado brasileiro “Temos a obrigação de comprar os melhores cafés de cada safra. A nossa meta é representar a qualidade do café brasileiro, assim como a inteligência, o conhecimento e a paixão daqueles que produzem café. Pagamos um preço alto porque é um café exótico, premiado e mostramos que o Brasil tem cafés incríveis, de altíssima qualidade”.

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