sexta-feira, 1 de julho de 2011

6ª Assembléia Geral FSC - Notícias - 01/07

Moção sobre moções: a procura de transparência

Uma dos moções mais notáveis deste ano é Moção 4, que pede para o FSC acompanhar moções de uma forma mais transparente e confiável. A ONG brasileira, Imaflora, pede ao FSC diálogo com as partes interessadas e relatórios periódicos sobre as medidas tomadas para implementar as moções.

"Propusemos esta moção porque nós, assim como outros, experimentamos uma falta de diálogo com o FSC em relação ao acompanhamento das moções. Para aqueles que lutaram e discutiram para ter uma moção aprovada, é muito frustrante se a moção não é totalmente implementada ou segue uma interpretação diferente da intenção do proponente", diz Mauricio de Almeida Voivodic, diretor do Imaflora.


Segundo o Sr. Voivodic, o FSC corre o risco de desvalorizar o evento por falta de transparência e acompanhamento das moções: "Isso tende a reduzir a importância do evento", diz ele. "Para os interessados ??em continuar envolvidos com o FSC, é preciso manter a credibilidade na Assembléia Geral e a confiança de que as moções serão implementadas".


Partes interessadas alienadas

Jakob Ryding, da Forests of the World descreve a frustação de ongs que tentaram engajar o orgão de controle do FSC (Accreditation Services Interinational (ASI)) no processo de implementação da Moção 50, aprovada em 2008. A moção pedia à ASI para garantir que os organismos de certificação enfocassem de forma adequada o desempenho de campo durante a sua auditoria.


"Ao longo dos anos seguintes, tivemos a impressão de que a moção estava sendo ignorada pelo FSC e pela ASI. Durante as reuniões de diálogo anual realizado entre FSC, ASI e ONGs, ficamos espantados ao descobrir que a ASI parecia ter bastante conhecimento da moção, apesar do fato de estarmos questinando suas ações".


"A ASI não tem contatado qualquer um dos envolvidos que propuseram a Moção 50, para discutir seu conteúdo. A intenção por trás disso era receber esclarecimentos. Este tipo de abordagem tende a nos afastar como partes interessadas, embora nós estejamos profundamente envolvidos no sistema e gostaríamos de fornecer contribuições construtivas para melhorá-lo".


Dados de acesso: uma questão de grande transparência

A busca de Jakob Ryding para entender como a ASI está implementando a Moção 50 de 2008 por acaso o levou à descoberta de uma questão maior sobre transparência: "Nós encontramos as informações no banco de dados da ASI um tanto em desacordo com os valores reportados pela própria ASI em relatórios anuais. Além disso, menos da metade dos relatórios de auditoria que a ASI deveria publicar estão on-line".


Forests of the World, Greenpeace e outras ongs também perguntam por que somente os casos de Manejo Florestal são obrigados a manter seus relatórios de auditoria público, não há obrigação semelhante para os relatórios de auditoria de Madeira Controlada ou Cadeia de Custódia; assim o monitoramento da performance do FSC e da ASI torna-se impossível.


Greenpeace propôs uma moção (n º 30) este ano, solicitando que todos os relatórios de auditoria das certificadoras e da ASI sejam disponibilizados na íntegra ao público, exceto para os conteúdos confidenciais.




Moção 30 (2011):

“A verdadeira transparência é tornar tudo público exceto as poucas informações que são estritamente confidenciais e não esconder tudo exceto as poucas coisas diretamente solicitadas pelo público”. A Moção do Greenpeace estava sendo negociada enquanto este artigo estava sendo escrito.

Fonte: NEPCon

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