quarta-feira, 5 de junho de 2013

Carne com certificação socioambiental chega ao varejo brasileiro



Chega ao varejo brasileiro, pela primeira vez, a carne produzida a partir de práticas responsáveis no campo, com respeito ao meio ambiente - incluindo a conservação das florestas - respeito ao trabalhador, regras de bem-estar animal e garantia de origem do produto, do pasto ao consumidor final, de acordo com as normas da Rede de Agricultura Sustentável, identificadas pelo selo Rainforest Alliance Certified™.

            Treze lojas do supermercado Carrefour, na cidade de São Paulo, já estão vendendo o produto. Os planos da rede de distribuição são de aumentar, em breve, para algumas unidades do interior do estado e, posteriormente, para outros estados.

Toda a cadeia da carne foi auditada pelo Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, organismo independente, que examinou o cumprimento de 136 critérios necessários à conquista da certificação, na Fazendas São Marcelo Ltda. e no Frigorífico Marfrig – Unidade de Tangará da Serra, Mato Grosso, que faz o elo entre a produção e o consumo. Os dois empreendimentos foram os pioneiros mundiais na adequação às normas socioambientais nos segmentos de mercado em que atuam, assim como o Carrefour é o primeiro a comprar a carne certificada e fazer com que chegue ao consumidor brasileiro.
           
“Agora os consumidores de carne no Brasil poderão finalmente comprar produtos com a segurança de que, em sua origem, rigorosos critérios socioambientais são respeitados. Ao escolher produtos certificados, o consumidor estará estimulando que mais produtores adotem melhores práticas socioambientais de produção”, comenta Maurício Voivodic, secretário-executivo do Imaflora.
                                                                              

Porque é diferente


A carne com o selo Rainforest Alliance Certified™ identifica um produto proveniente de fazendas que foram submetidas a uma rigorosa auditoria, que avalia, entre outros aspectos:

·         Medidas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa;
·         Ausência de desmatamento ou destruição de ecossistemas de alto valor de conservação, tendo como referência o período anterior a 2005;
·         Identifica individualmente os animais, por meio de brinco ou chip, de maneira a permitir sua rastreabilidade do nascimento ao abate;
·         Garante que o animal permaneceu na propriedade certificada por, pelo menos, seis meses, comprovando vacinas e boa saúde do animal;
·         Comprova que não há trabalho infantil;
·         Comprova de que não há trabalho forçado;
·         Comprova de que não há discriminação de qualquer tipo.

Já a indústria (frigorífico, curtume e demais etapas da cadeia produtiva) deve comprovar a rastreabilidade, isto é, o produto embalado é aquele que tem origem em fazendas certificadas.

Gucci

Por apresentar essas garantias, o.couro produzido por esses empreendimentos foi escolhido pela grife italiana Gucci para a confecção da linha de bolsas que participa do “Desafio Tapete Verde”, que pretende despertar a indústria da moda para a sustentabilidade.

O papel do Imaflora

             O Imaflora é membro fundador da Rede de Agricultura Sustentável, coalizão de ONGs conservacionistas de oito países que define normas de certificação aplicável a agricultura de países tropicais.
            O Instituto participou da construção da norma para a certificação da pecuária e coordenou, no Brasil, as reuniões públicas com as partes envolvidas, além de executar os testes práticos da norma em campo. Além disso, é credenciado como certificador destas normas no Brasil e foi responsável pelas auditorias na primeira fazenda de pecuária do mundo a receber a certificação Rainforest Alliance Certified™ bem como o primeiro frigorífico a conquistá-la. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Compartilhe