quarta-feira, 29 de junho de 2011

6ª Assembléia Geral FSC - Notícias - 28/06 (parte VI)

Pequeno, mas essencial

O FSC tem feito as mudanças necessárias para atingir a ambiciosa meta global de aumentar a certificação FSC nos trópicos e entre comunidades? Nós observamos como as Moções de 2008 têm sido encaminhadas e o que há pela frente.

Pequenos produtores de difícil acesso
"Como resultado da Moção 27, houve um entendimento de que o envolvimento de pequenos é uma questão importante", disse Margareta Renström, Gerente de Certificação Florestal do WWF Internacional, que propôs a moção. "Os pequenos produtores são muito difíceis de alcançar."

Ao longo dos últimos meses, o FSC estabeleceu o Programa de Apoio aos Pequenos Produtores focando na divulgação, no marketing de rede e na capacidade de produção, para impulsionar a certificação desse grupo. Atualmente 5,93 milhões de hectares, representando 4,14% do certificado FSC do mundo, são gerenciados por pequenos produtores.


SLIMF: necessidade de uma nova abordagem
Maurício Voivodic, Secretário Executivo do IMAFLORA, reacende uma antiga discussão dos membros da câmara social sul sobre o padrão FSC desenvolvido em 2004 para agilizar a certificação para os pequenos produtores e manejo de baixo impacto (SLIMF). "Eu ainda não acho que colocar populações tradicionais, grupos indígenas de países tropicais no mesmo cesto com grandes empreendimentos privados que manejam florestas nos EUA ou pequenos produtores da Finlândia seja uma boa estratégia. Suas necessidades são completamente diferentes", disse o Sr. Voivodic. "É por isso que propusemos uma nova Moção este ano, para desenvolver um mecanismo que reclassifique as operações SLIMF de acordo com a avaliação de risco nacional ou regional", ele continuou. Na Moção 27 (2011), riscos sociais e ambientais seriam identificados através de processos direcionados a partes interessadas regionais, adaptando e reduzindo os critérios, tornando-os mais aplicáveis às realidades locais e acessível às comunidades, mediante à redução de custos.


Diferenciação através do Selo Comunitário
"O padrão SLIMF é uma 'batata quente' e não ajudou aos pequenos produtores ter acesso a certificação", disse Jacob Ryding, Vice-Presidente da Forests of the World - formalmente conhecido como Nepenthes. "O selo comunitário seria um passo em frente", disse Ryding.


Ele continuou explicando como o mercado local em Rosita, Nicarágua, está inundado com madeiras ilegais, e que os pequenos produtores que gerenciam suas florestas de forma responsável não conseguem ter preços competitivos. Eles têm que levar seus produtos para fora buscando mercados nacionais ou internacionais, utilizando selos de credibilidade”.
“Nós também estamos muito perto de lançar o selo comunitário, o qual esperamos ajudar os pequenos produtores na conquista de um melhor retorno para seus investimentos no FSC", revela o Sr. André de Freitas.


Uma proposta para o texto que acompanharia esse selo seria "Florestas bem manejadas por pequeno produtores ou por comunidades". Tal afirmação está sendo submetida a aprovação do Comitê de Políticas e Padrões do FSC na Assembléia Geral.


"Além disso, temos um excitante projeto com o Fair Trade, que apresentaram os primeiros produtos no mercado com o selo FSC e Trade Fair". Kährs piso de madeira fabricante da Suécia será provavelmente a primeira empresa no mundo a comprar material do Chile com o selo duplo.

Fonte: FSC

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