sexta-feira, 3 de maio de 2013

Estudo mostra crescimento potencial do mercado para a madeira tropical certificada.



O Imaflora – Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - acaba de concluir estudo inédito sobre o consumo da madeira amazônica certificada. O trabalho “Acertando o Alvo 3 – Desvendando o mercado brasileiro de madeira amazônica certificada FSC” traça, pela primeira vez, um amplo panorama do setor madeireiro certificado FSC na Amazônia brasileira e está disponível para download gratuito na página eletrônica do Imaflora (http://www.imaflora.org/downloads/biblioteca/ebook_acertando_o_alvo_3.pdf).

O estudo foi elaborado com três objetivos principais:

  • Descrever as relações de mercado já existentes entre produtores e compradores de madeira certificada FSC;
  • Detectar oportunidades de mercado para a madeira certificada FSC e
  • Identificar demandas para os produtos com o selo FSC Comunitário, oriundos de comunidades formadas por populações tradicionais, que conquistaram a certificação.

Foram entrevistadas empresas e comunidades proprietárias de florestas, serrarias e indústrias consumidoras de madeira amazônica, certificadas ou não.

Contexto - O Brasil é o sexto país em área de florestas certificadas, com 6 milhões e 300 mil hectares, incluindo as matas nativas e as plantações destinadas às indústrias de papel e celulose. No entanto, as áreas de florestas naturais certificadas, respondem por apenas um quinto desse total. Em 2011, data base do estudo, o País  contabilizava 16 florestas com a certificação FSC , produzindo cerca de 600 mil m3 de madeira em tora, originárias majoritariamente (86%) dos estados do Pará e Amazonas.

Conclusões – A engenheira florestal Patrícia Cota Gomes, que coordenou o estudo destaca o aumento da produção de madeira tropical certificada, estimado em 67%, nos próximos três anos.

Constata também o comportamento diferenciado do mercado, quando se tratada da madeira certificada e não certificada: enquanto 70% da madeira com o selo FSC é exportada, 80% da madeira tropical que não cumpriram os requisitos da certificação socioambiental ficam no Brasil.  

O estado de São Paulo é o maior consumidor nacional de madeira certificada (14%), seguido pela região Nordeste (9%).

O estudo traz ainda informações quantificadas sobre o potencial aumento da demanda no mercado doméstico, interesse despertado pelas empresas na comercialização de produtos comunitários e quais os benefícios da certificação, na opinião das empresas, entre outros aspectos analisados.


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